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Acordo comercial entre os Estados Unidos e a China pode estar para breve

2019-11-19
Designed by Freepik Guerra comercial EUA e China
As relações comerciais entre os Estados Unidos e a China estão cada vez mais equilibradas e um acordo poderá ser assinado em breve, levando ao afastamento do cenário de recessão da economia mundial. Nas últimas semanas, o comportamento das principais bolsas mundiais indicia que o diálogo entre os governos dos dois países está a dar frutos e na comunicação social norte-americana há sinais consistentes que apontam para um entendimento sobre uma primeira fase do acordo, que as duas potências discutem há mais de ano e meio. 

A economia europeia, que é parte interessada neste diferendo, pelo impacto que terá um agravamento das taxas alfandegárias sobre produtos originários do Velho Continente, como automóveis, sairá beneficiada e a nova presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, inscreveu o assunto no topo das suas prioridades.

Ainda assim, as divergências entre as duas potências são muitas e tem sido constante, nos últimos meses, a aplicação de tarifas retaliatórias, por ambos os países, com prejuízo para a economia mundial.

Para já, China e EUA chegaram a um entendimento preliminar, denominado "fase um”, que limita as negociações às áreas em que o acordo é possível, de forma a reduzir os efeitos negativos a nível político e económico que a manutenção deste conflito está a criar. Entre os setores mais afetados está a indústria automóvel e o sector agroalimentar, cujas tarifas aduaneiras tiveram uma subida relevante.

O previsível fim da tensão comercial entre as duas potências é uma boa notícia para a economia europeia - nomeadamente, para a Alemanha -, pois os EUA já admitiram que poderia não ser necessário agravar as taxas alfandegárias sobre as importações de automóveis. O acordo permitirá também ao BCE manter uma política monetária expansionista, evitando que se instale um cenário de retração económica na União Europeia.

Segundo um relatório da Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (UNCTAD), o diferendo sino-americano está a impactar, sobretudo, os consumidores norte-americanos, que estão a pagar preços mais altos pelos produtos importados. Mesmo assim, as empresas chinesas têm estado a absorver parte dos custos tarifários alfandegários, em alguns casos de 25%, ao reduzir os preços das exportações.

A UNCTAD estima que as exportações chinesas para os EUA tenham caído 25% no primeiro semestre deste ano, provocando prejuízos de 14 mil milhões de dólares (cerca de 12 mil milhões de euros). Os setores dos equipamentos e máquinas para escritórios, equipamentos de telecomunicações e aparelhos eletrónicos foram os mais afetados.

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