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CCDR –N conclui que Norte é a região mais exposta ao Brexit

2019-04-03
Brexit Portugal
O mercado do Reino Unido assume particular relevância para as exportações portuguesas de serviços e bens, perspetivando-se, o surgimento de novos desafios para as empresas nacionais com relações comerciais com o mercado britânico.

A saída do Reino Unido da União Europeia poderá ter mais impacto na região Norte de Portugal do que nas restantes regiões de Portugal. Segundo um estudo da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte –CCDR-N, citado pelo Jornal de Negócios, mais de metade das exportações nacionais  para o Reino Unido (50,7% com dados de 2017), têm origem em empresas com sede na região Norte.

O estudo, intitulado o "Relacionamento entre a região do Norte e o Reino Unido: comércio internacional e turismo”, conclui que são os produtos farmacêuticos que apresentam uma maior exposição relativa ao mercado britânico, uma vez que 27,1% das suas vendas, no valor de 49,8 milhões de euros, tiveram como destino este país. 

Também os produtos da fileira automóvel estão entre os principais a sentir os efeitos negativos do Brexit. Segundo a CCDR-N, o principal exportador da região Norte para o Reino Unido é o setor automóvel apresentando uma exposição de 11,5% a este mercado. Esta fileira teve vendas no valor de 442,9 milhões de euros, que representam 24% do total exportado em 2017.

O documento aponta, ainda, os setores dos equipamentos elétricos (12,2% das suas vendas totais) e dos têxteis e vestuário (8% das vendas totais) como sendo dos que mais têm a perder com a saída do Reino Unido da UE. 

Medidas de apoio às PME portuguesas

Para ajudar a minimizar potenciais dificuldades decorrentes do Brexit, são várias as entidades que disponibilizam informação e outros tipos de apoio às empresas portuguesa.

O IAPMEI está a disponibilizar apoio às PME através dos seus Centros de Apoio Empresarial, distribuídos por 12 distritos do país, em colaboração com a Direção Geral das Atividades Económicas (DGAE), disponibilizando apoio especializado e em proximidade às PME que tenham relações comerciais com o Reino Unido. 

Para um melhor enquadramento sobre o conjunto de alterações em perspetiva, também é possível encontrar no website do IAPMEI, diversos documentos, dos quais se destaca "O BREXIT e Portugal - O que as empresas precisam de saber para se prepararem para o Brexit”, elaborado pela DGAE.

Também o Governo, na eventualidade de uma saída do Reino Unido da União Europeia sem acordo, aprovou um Plano de Preparação e Contingência, que estabelece medidas de apoio direcionadas aos cidadãos e às empresas. O plano, publicado a 4 março em Diário da República, inclui medidas de apoio às empresas nos setores económicos mais expostos ao Brexit, designadamente, o reforço dos recursos humanos nos serviços aduaneiros e a abertura de uma linha de apoio às empresas com exposição à saída do Reino Unido da União Europeia. 

Segundo a Resolução do Conselho de Ministros n.º 48/2019, esta Linha de Crédito, a desenvolver pelo Sistema Português de Garantia Mútua em colaboração com o IAPMEI, com um montante global de 50 milhões de euros, tem por objetivo colmatar as falhas de mercado identificadas nas operações de financiamento a realizar por empresas, preferencialmente pequenas e médias empresas (PME), com exposição ao mercado do Reino Unido, e que comprovem necessidades de financiamento (investimento ou fundo de maneio) relacionadas com estratégias de resposta à saída do Reino Unido da União Europeia.

Relativamente ao turismo, o plano de contingência prevê Medidas de preparação nacional e Medidas de contingência nacionais das quais destacamos a elaboração de plano especial de promoção turística de Portugal no RU e atração de investimento, destinado a manter o fluxo de turistas britânicos após o Brexit.
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