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Pandemia faz aumentar campanhas de ‘phishing’

2020-05-19
cibersegurança by freepik
De fevereiro para março deste ano, as campanhas de ‘phishing’ no ciberespaço nacional aumentaram 217%. Segundo o Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS), entre um e outro mês registaram-se mais 39 incidentes (de 18 passaram para 57).

O país entrou em estado de emergência em 18 de março, levando a maioria dos portugueses a viver em confinamento domiciliário e a recorrer mais ao comércio eletrónico. Com isto, cresciam em Portugal as tentativas fraudulentas de apropriação de dados pessoais dos utilizadores de cartões de crédito e de serviços bancários online.

Os promotores de tais ações ilegítimas "aproveitaram o confinamento para simular serviços digitais que têm um maior consumo e fidelização, como, por exemplo, serviços de ‘homebanking’, conteúdos digitais em ‘streaming’ e lojas online”, salienta o CERT.PT, serviço que coordena a resposta do CNCS a incidentes que atentam contra a cibersegurança de organismos do Estado, operadores de infraestruturas críticas, prestadores de serviços digitais e outras entidades essenciais ao funcionamento do país.

Em linha com o aumento das ações de ‘phishing’, no mesmo período o CERT.PT contabilizou um incremento acentuado do cibercrime no nosso país, com o número de incidentes a passar de 75, no final de fevereiro, para 138, no fim de março (84% mais).

Dando consistência a uma situação que a todos os agentes económicos deve preocupar, dada a centralidade do comércio eletrónico na nova normalidade pós-confinamento, também as denúncias dos cidadãos ao Ministério Público sobre esta matéria têm vindo a aumentar consideravelmente.

Segundo o Gabinete Cibercrime da Procuradoria-Geral da República, desde que surgiram os primeiros casos de infeção pelo novo coronavírus em Portugal, em fevereiro passado, verificam-se cada vez mais ciberataques entre nós. As denúncias recebidas naquela entidade, através do endereço cibercrime@pgr.pt, nos primeiros três meses e meio do ano "superaram já as de todo o ano de 2018 e aproximam-se do número total do ano de 2019”.

Os autores deste tipo de atividades, refere o CNCS, "utilizam a engenharia social para tirar partido das fragilidades das vítimas”. Para além de campanhas de ‘phishing’, têm aumentado, neste período de pandemia, os ataques de ‘malware’ (distribuído através de correio eletrónico ou por redirecionamento de DNS); o número de aplicações com funcionalidades que aparentam facilitar o combate à COVID-19, mas que distribuem ‘malware’ e, em alguns casos, ‘ransomware’; as fraudes digitais com a recolha de donativos através de ‘crowdfunding’ para a compra de material médico; sites e plataformas digitais fraudulentas de comercialização de material médico; venda na ‘darkweb’ de kits de proteção individual anti-COVID-19; campanhas de desinformação (‘fake news’) culpabilizando pela pandemia certos países e minorias; e ‘ransomware’ associado à utilização de serviços essenciais à população.

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