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Pandemia sujeita a alto impacto mais de 210 mil agentes económicos

2020-05-19
Porto COVID 19

Em Portugal, mais de 210 mil PME e empresários em nome individual estão sujeitos a fortes impactos económicos provocados pela pandemia da COVID-19, salienta um relatório sobre a situação do nosso tecido empresarial divulgado no início da segunda semana de execução do plano de desconfinamento decidido pelo Governo.

As atividades relacionadas com o turismo, o comércio a retalho não-alimentar, o automóvel e seus componentes, a indústria têxtil, a produção de bens de consumo duradouros e as atividades culturais e de lazer são as mais afetadas.

A fileira portuguesa da construção (construção civil e obras públicas, materiais de construção e atividades imobiliárias), que desde 2014 estava a evoluir positivamente, poderá ser prejudicada com a travagem da economia e inverter a tendência de crescimento, impactando o PIB.

Os autores do relatório "Covid-19 – Impacto na economia portuguesa” analisaram as 853 atividades que em abril de 2020 constavam da Classificação Nacional de Atividades Económicas (CAE). Destas, 204 registam impacto alto à situação económica espoletada pela pandemia, 195 impacto médio e 454 impacto baixo, concluíram. Porém, as 204 atividades com maior exposição aos efeitos económicos da crise sanitária concentram cerca de um terço de todas as empresas portuguesas, sobretudo dos setores de alojamento e restauração, retalho, transportes e serviços gerais.

Particularmente vulneráveis, neste contexto, estão os agentes económicos que tem a sua base de clientes assente no turismo ou no retalho não-alimentar, como é o caso da aviação comercial, hotelaria, restauração, aluguer de automóveis, agências de viagens e organização de feiras e congressos.

"O impacto no conjunto da economia portuguesa será muito significativo, tendo em conta o peso do turismo no PIB”, refere o documento. Por este motivo, o Algarve e a Madeira são as regiões mais fortemente afetadas. Seguem-se o Norte, o Centro e os Açores, antecipa a Informa D&B.

O retalho não-alimentar será igualmente bastante impactado, atendendo à prolongada paragem ditada pelo confinamento, no seguimento da declaração do estado de emergência, e à deterioração da conjuntura económica, com o aumento do desemprego e a redução do rendimento disponível das famílias.

Por outro lado, também os setores fornecedores de bens de consumo duradouro, como mobiliário e decoração, eletrónica de consumo, vestuário e calçado, deverão ver as suas vendas recuar.

Quanto ao impacto nas exportações, o relatório realça que quase 25% das empresas portuguesas que já vendem para o estrangeiro e mais de um terço dos produtos exportados estão associados a sectores fortemente atingidos pelas dificuldades que marcam a atual conjuntura económica.

A distribuição alimentar, o sector primário, os serviços de saúde, o fabrico e comercialização de produtos farmacêuticos, o comércio de produtos de higiene pessoal e de alguns produtos de limpeza e a produção de embalagens, nomeadamente aquelas que se adequem ao comércio eletrónico, são as atividades económicas que mais vão ganhar com a crise em Portugal.

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