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Projeções económicas do Banco de Portugal

2018-11-09
Banco de Portugal
No mês de outubro o Banco de Portugal publicou o novo boletim que analisa a evolução da economia portuguesa no primeiro semestre de 2018.

Segundo o boletim "o produto interno bruto (PIB) aumentou 2,3% no primeiro semestre de 2018 e deverá crescer 2,2% na segunda metade do ano. Para o conjunto do ano de 2018, projeta-se um aumento do PIB de 2,3%, inferior em 0,5 pontos percentuais (pp) ao registado em 2017, mas 0,3 pp acima do crescimento estimado pelo Banco Central Europeu para a área do euro, prosseguindo, assim, o processo, muito gradual, de convergência real da economia portuguesa com a área do euro." 

Apesar do abrandamento da procura externa, o Banco de Portugal  estima que as exportações de bens e serviços continuem em crescimento, cerca de 5%, e aumento da quota de mercado especialmente nos setores do turismo e automóveis.

No que diz respeito ao consumo privado deverá crescer cerca de 2,4%, mais do que em 2017,"refletindo um forte aumento do rendimento disponível real associado ao dinamismo da criação de emprego e à recuperação dos salários reais.

O mesmo boletim refere ainda que se prevê a contínua melhoria das condições de trabalho com uma estimativa de aumento do emprego a rondar os 2,3%, assim como, a taxa de desemprego deverá continuar a baixar, podendo mesmo atingir os 7%. A par do aumento do emprego estará também os salários com o aumento do salário mínimo nacional e do descongelamento gradual das progressões salariais na função pública.

À semelhança do que foi indicado no Boletim de Junho a inflação irá fixar-se em 1,4%.

Análise do 1º semestre de 2018

De modo geral a economia em Portugal continuou em crescimento apesar do abrandamento já esperado, tendo o PIB registado um crescimento de 2,3%. As exportações de bens e serviços refletiram a evolução da procura externa à economia portuguesa com um aumento de 6 pontos percentuais. Para este valor contribuiu "um crescimento significativo das exportações de automóveis de passageiros (...) que compensou o abrandamento ao nível de outros bens". Nas importações (6,4%) também se observou um decréscimo 1,5 pp do que no semestre anterior.

"A formação bruta de capital fixo cresceu 4,0%, abrandando 3,7 pp relativamente ao semestre de 2017," refere o boletim do Banco de Portugal.

O consumo privado tal como se esperava continuou a crescer comparativamente ao semestre anterior registando 2,5% no primeiro semestre de 2018 e que se deveu a uma maior disponibilidade de rendimentos das famílias. Para esta realidade também contribuiu o aumento do emprego em 2,8% e uma taxa de desemprego na ordem dos 7,3%.

"A economia portuguesa continuou a apresentar uma capacidade de financiamento (...) equivalente a 0,7% do PIB." E a taxa de inflação fixou-se nos 1,1%.

O Banco de Portugal conclui que este panorama de abrandamento do crescimento é o esperado tendo em conta os últimos 5 anos de evolução positiva. No entanto, alguns desafios na economia portuguesa deverão ser tidos em conta como elevados níveis de endividamento, a evolução demográfica, baixos níveis de capital por trabalhador e qualificações da mão-de-obra, assim como "debilidades no funcionamento de mercados".

Em conclusão o Boletim refere que "o aumento do potencial estrutural de crescimento da economia portuguesa dependerá da implementação de medidas que promovam um aumento sustentado do investimento, uma melhoria da utilização e da qualidade dos fatores produtivos e o funcionamento eficiente dos mercados. Exigirá, por outro lado, que sejam adotadas medidas para mitigar o impacto macroeconómico da redução e do envelhecimento da população. Finalmente, uma condição essencial para o crescimento económico sustentado será a manutenção de um quadro de estabilidade macroeconómica, que dependerá, por sua vez, de avanços decisivos no aprofundamento da união económica e monetária."

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