Política de Cookies

Este website utiliza cookies que facilitam a navegação, registo e recolha de dados estatísticos.
Ao prosseguir a navegação com cookies ativos está a consentir a sua utilização.
A informação armazenada nos cookies é utilizada exclusivamente pela Norgarante.Saiba mais

Compreendi
Linha FIS Credito
Apoio ao Desenvolvimento de Negócio
Regressar
Moratória de Crédito - Apoio às Empresas
Linha de Apoio à Economia Covid-19
Asset 1

Notícias

Teletrabalho é alternativa sem risco apenas para 27,5% dos portugueses

2020-07-24
teletrabalho

Portugal é um dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) que mais dificuldades está a enfrentar na adoção do teletrabalho em tempos de pandemia. Apenas 27,5% da mão-de-obra nacional está em condições de ser colocada em trabalho remoto sem que essa mudança acarrete riscos acrescidos para o trabalhador e para a empresa.

O alerta consta do último relatório sobre emprego editado neste mês de julho por aquela organização multilateral. O documento perspetiva que, no fim do ano, a média da taxa de desemprego no conjunto dos 37 países da OCDE chegue aos 9,4%, o que, a confirmar-se, se traduzirá num agravamento da situação atual que poderá variar entre os 4,09% e os 4,98%, superando, em qualquer dos cenários, o verificado na crise financeira de 2008. 

Mas, adianta a organização, o quadro poderá agravar-se ainda mais, se, entretanto, surgir um novo surto pandémico. Aliás, as autoridades sanitárias nacionais continuam a lembrar que permanecem válidas as orientações da Direção-Geral da Saúde sobre "Procedimentos de prevenção, controlo e vigilância em empresas”, de 26 de fevereiro passado. 


Para tanto concorre a mais recente edição do "Employment Outlook” da OCDE, em que é analisada a exposição ao risco de infeção pelo novo coronavírus da força laboral em 24 dos 37 países que fazem parte da organização. 

O relatório resultante dessa análise permite concluir que os trabalhadores de cinco países europeus (Espanha, Eslováquia, Irlanda, Grécia e Dinamarca, por esta ordem) arriscam mais e estão mais suscetíveis de ficar doentes com a COVID-19 do que os seus congéneres dos restantes 19 países cujas realidades foram tidas em conta, entre os quais Portugal, por apresentarem rácios acima de 50%, quando a média a 24 apurada para este indicador foi de 48,1%. Justificação: são economias em que predominam funções presenciais e tarefas que requerem interação física em contexto de trabalho. 

O nosso país, com 48,3% da população ativa considerada "em risco” de contrair a doença, é o 10.º nesta tabela indesejada, que pondera mais três parâmetros: "trabalho remoto”, "trabalho com interação física limitada” e "trabalho que requer alguma interação física”.

Ao evidenciar que só pouco mais de um quarto dos trabalhadores portugueses está apetrechado para recorrer ao trabalho remoto como forma de se resguardar da pandemia, mitigando o risco de contágio, o relatório da OCDE aponta para conclusões que, aparentemente, contradizem as ilações de um barómetro recente realizado pelo Marketing FutureCast Lab do ISCTE para a CIP – Confederação Empresarial de Portugal.

No princípio de junho passado, com efeito, a CIP divulgou que 92% das empresas nacionais "que podiam recorrer ao teletrabalho o fez [durante os meses em que o país esteve em estado de emergência], embora a maioria o tenha feito de forma parcial”. Porém, a CIP reconhece que 63% das empresas abordadas referiu "não ter experiência prévia” nesta matéria, fator que, contudo, não se refletiu na produtividade das respondentes. 

Ver todas as noticias